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Tenor e Órgão

Quinta-feira, 1 de Fevereiro de 2007

Igreja Matriz Pedrogão Grande

N 39.91672º
W 8.145528º


A Igreja Matriz de Pedrógão Grande datará de meados do século XII ou inícios do século XIII, pois já existia em 1295.
Esta Matriz sofreu ao longo destes cerca de oito séculos, diversas obras de restauro e conservação. A fisionomia primitiva foi-lhe sendo retirada, com especial incidência na remodelação a que foi sujeita no século XVII, passando desde então a apresentar uma imagem marcadamente renascentista.
Em 1553 foi mandada construir a torre ao empreiteiro Baltazar de Magalhães, desaparecendo com esta construção as prováveis características românicas da fachada primitiva.
No ano seguinte, é acordado com o escultor João de Ruão a construção de um retábulo para a dita capela-mor pela quantia de oitenta mil reais “feito por ele e por isso lhe dão mais do que pediam outros“. O contrato foi feito em 19 de Maio de 1554, tendo-se acordado dividir o pagamento em três prestações.
Em 24 de Agosto de 1589, o pintor Manuel Pais, morador em Coimbra, foi contratado para pintar o retábulo e um fresco na capela-mor.
Já no século XVIII e por provisão de 16 de Maio de 1736 de D. João V, foi lançada a contribuição de 300 000 réis para a reparação da torre, tendo-se também mandado refundir os sinos, acrescentando-se a cada um nove arrobas de metal.



Da época primitiva são apenas visíveis os grossos contrafortes que sustentam as paredes correspondentes à nave lateral direita e duas pequenas janelas para entrada de luz. Da remodelação do século XVI uma porta de arco de volta inteira (a porta do sol) e duas janelas.
Na nave lateral esquerda verifica-se a existência de apenas um contraforte, de concepção diferente dos anteriormente referidos, uma porta de arco de volta inteira, idêntica à existente na nave lateral direita, o balanço de uma capela funda, uma pequena janela para a entrada de luz e uma porta de comunicação com uma das sacristias.
Uma escadaria de acesso à torre sineira também é facilmente visível nesta ala do templo.
Na frontaria destaca-se a torre com vinte cinco metros de altura. Divide-se em três corpos: o primeiro corresponde às entradas para o templo, tendo três arcos de cantaria, um central e dois laterais que dão acesso à porta principal da igreja decorada com boleados e rosetas esculpidos no granito da região; o segundo corresponde ao coro, onde se destaca uma janela circular para iluminação; no terceiro abrem-se os arcos das sineiras. A cobertura é copulada e revestida de telha imbricada.